Neste texto, trazemos a origem do termo agricultura de precisão (AP), como isso evoluiu nos últimos anos e quais as tendências para o futuro.

Um pequeno histórico da Agricultura de Precisão (AP)

O termo surgiu em meados do século XVIII e é anterior a revolução industrial. Foi aplicado baseado na ideia de levar em conta os aspectos de variabilidade do ambiente de cultivo para aplicação de técnicas que aumentassem a produtividade através da otimização dos recursos. Só em 1920 surgiram os primeiros relatos acadêmicos sobre técnicas que consideravam a variabilidade dos solos. Simplificadamente, o conceito se baseava – e se baseia até hoje – no fato de que os campos de cultivo são muito heterogêneos. Ainda hoje, o que se faz na maioria das áreas é a realização de uma amostragem média e a aplicação de uma única dose de fertilizantes e corretivos na área toda. Na prática, como dentro deste campo existem áreas mais férteis e menos férteis, ocorre um excesso de aplicação do insumo em algumas partes e uma deficiência em outras. Ser mais preciso significa considerar isso e aplicar a quantidade mais exata possível, com o objetivo de tornar o ambiente o mais homogêneo possível.

Apenas em 1980, na Europa e nos EUA, a AP começou ser aplicada em áreas comerciais, o que coincidiu com a chegada dos microcomputadores e processadores. Com o avanço da informática, foi possível criar máquinas que podiam processar as informações coletadas e ajustar a dose do insumo utilizado em função da parte do terreno que ele se encontra. O mecanismo utilizado até os dias atuais, por exemplo, alia informações georreferenciadas (localização exata via satélite) da fertilidade do solo, com equipamentos que fazem a distribuição do insumo (fertilizante, por exemplo) numa taxa variável, aplicando doses diferentes em função das necessidades nos diferentes pontos do terreno.

No Brasil, a técnica chegou em meados de 1990. Começava uma onda de realizar o mapeamento dos solos através de amostragens distribuídas em grids que podiam variar entre 1 a 5 hectares em média, dezenas de vezes menor que os usuais 50 ou mais hectares do manejo tradicional. Com isso, começava a era dos mapas de fertilidades, que permitia um olhar mais preciso para cada talhão da fazenda. Até hoje, o termo agricultura de precisão (AP), é muito relacionado à fertilidade do solo e aplicação de adubos e corretivos em taxas variáveis. No entanto, com a evolução tecnológica, podemos analisar o termo de outras perspectivas.

A transformação da Agricultura de Precisão

Evolução agrícola

homem segurando tablet com mapa de agricultura de precisão
homem segurando tablet com mapa de agricultura de precisão

Com a evolução tecnológica, muitos equipamentos têm surgido para olhar para a agricultura de maneira mais precisa. Ela vem em ondas que trazem novas possibilidades.

Técnica hidroponia

A tendência é de olharmos cada vez mais as plantas de maneira individualizada. Nos sistemas protegidos esse processo já vem sendo praticado a mais tempo. Técnicas como hidroponia, controle de luz, temperatura e umidade relativa, tentam garantir um ambiente homogêneo o mais próximo possível do ideal. Através de cultivos em ambientes 100% controlados, as plantas se desenvolvem perto do seu máximo potencial genético.

Para os cultivos de cereais em áreas extensivas, o uso de máquinas tais como tratores, pulverizadores e colhedoras equipadas com sistemas de informações geográficas de alta precisão, comumente conhecidos como GPS, permitiram o melhor aproveitamento da área e a geração de mapas de produtividade, indicando os pontos da lavoura que precisam de maior atenção.

Ainda nos cereais, mas também na fruticultura, cafeicultura, entre outras culturas, passamos hoje por um período de leitura do ambiente e suas variações. Na sequência do entendimento das variabilidades do solo, outros campos da ciência mergulharam na compreensão da variabilidade e como utilizar os insumos de maneira mais inteligente. Por exemplo, em matéria de controle das plantas daninhas, pulverizadores equipados com sensores são capazes de identificar áreas com e sem mato e aplicar os herbicidas apenas onde necessário.

avaliação da vegetação através de sensores que captam comprimentos de ondas específicos ajuda a identificar áreas onde o desenvolvimento vegetativo das plantas é diferente

A avaliação da vegetação através de sensores que captam comprimentos de ondas específicos ajuda a identificar áreas onde o desenvolvimento vegetativo das plantas é diferente, auxiliando sobremaneira a realização de diagnósticos feitos pelos profissionais competentes.

Novas tendências: para onde vamos?

Agricultura de precisão

tendências no agro
tendências do agro

A primeira onda da agricultura de precisão veio na forma do uso do georreferenciamento através de satélites, equipamentos que aplicam insumos em taxas variáveis, implementos que se guiam praticamente sozinhos nas lavouras.

Uma segunda onda se segue com uso intensivo de imagens aéreas, diferentes tipos de sensores coletando, numa única safra, milhares de informações sobre a saúde das plantas, disponibilidade de água, condições meteorológicas, entre outras. Isso está sendo aperfeiçoado para que o agricultor possa estar munido de informações mais precisas que o
ajudarão a tomar decisões melhores.

análises no campo da chamado “Big data”

Com o acúmulo desses dados ao longo dos anos, entraremos numa nova agricultura. Através de análises no campo da chamado “Big data”. Isso permitirá que identifiquemos padrões antes imperceptíveis que, somados às tecnologias de inteligência artificial e internet das coisas, possamos criar ferramentas para geração de recomendações cada vez mais precisas, além de melhorarmos nossa capacidade preditiva.

Paralelamente, robôs dos mais variados tipos vêm sendo desenvolvidos para automatizar cada vez mais as operações na fazenda. A cada dia que se passar, mais comum será vermos máquinas, sejam elas menores ou maiores, vagando sozinhas pelas lavouras, realizando o trabalho duro antes feito por seres humanos.

Robos no agro

Como te impacta toda essa mudança na agricultura?

Novidades no agronegócio

Trator elétrico na lavoura
Trator elétrico na lavoura

Hora ficamos entusiasmados com tanta novidade, hora ficamos receosos em como se adaptar a tudo isso. O certo é que, agricultores e profissionais do agronegócio, devem estar sempre buscando atualizações para poderem oferecer ao mundo alimentos mais abundantes e de melhor qualidade para a população.

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