Estamos vivendo uma era de mudanças constantes pelo impacto das novas tecnologias no nosso dia-a-dia. Na agricultura não é diferente. Uma cena que está se tornando corriqueira é a de agricultores com seus tablets nas mãos consultando aplicativos de gerenciamento da propriedade, recebendo informação, muitas vezes em tempo real, que os auxiliam nas tomadas de decisão que precisam fazer constantemente.

Quais são as tendências para os próximos anos?

De olho nas novas tecnologias, separamos 5 tendências que devem se consolidar nos próximos anos. São elas:

  • Análise de imagens
  • Uso de drones e Vants
  • Uso de veículos autônomos
  • Uso de robôs e inteligência artificial
  • Processamento de dados: Big Data e Blockchain

Análise de imagens

Análise com sensores e indicadores agronômicos

Análise de imagens e mapeamento
Análise de imagens e mapeamento

Não param de crescer o número de estudos que visam analisar as imagens obtidas por diversos tipos de sensores e correlacioná-los com um indicador agronômico. Há sensores hoje que reconhecem plantas daninhas no meio de uma lavoura, reconhecem se uma cultura está sendo atacada por algum tipo de praga ou doença, e até para identificar deficiências nutricionais.

Estamos muito perto de uma revolução no modo em que fazemos os diagnósticos dos problemas e emitimos as recomendações. Num futuro próximo, poderão haver prestadores de serviços em que, através de imagens, um profissional poderá monitorar e enviar suas recomendações de forma eletrônica para os responsáveis pela execução.

Uso de drones e Vants

Sensores espaciais para geração de imagens

Uso de drones e Vants
Uso de drones e Vants

Para a realização das leituras pelos sensores mencionados no item anterior, utilizam-se os drones ou vants (veículo aéreo não tripulado). Eles carregam as câmeras que contém os sensores especiais para geração das imagens.

Além disso já há drones que, por exemplo, possuem dispositivos para liberação de microvespas utilizadas no controle biológico de pragas, ou mesmo para realizar pulverização com defensivos agrícolas.

O grande limitante dessa tecnologia ainda são as baterias. No entanto, protótipos de novas baterias são testados a todo momento, e em breve, essa poderá ser uma barreira ultrapassada.

Uso de veículos autônomos

Gerenciamento remoto das máquinas

Uso de veículos autônomos
Uso de veículos autônomos

Quando pensamos em veículos autônomos, logo vem a mente os carros autônomos que estão sendo desenvolvidas por empresas como Google, Amazon, Apple, Audi, GM, Samsung, etc. Essa tendência também já é vista no agro com os tratores autônomos. A Case IH já apresentou um de seus modelos na mais famosa feira americana de tecnologia (Farm Progress Show) em 2016. O operador não mais está sobre o trator, mas ainda o opera, lendo todos os dados da telemetria do equipamento para o gerenciamento remoto das máquinas, ajustando caminhos e parâmetros através do tablet ou computador. Este trator já foi apresentado no Brasil em 2017 com a promessa de aumentar a jornada de trabalho com turnos mais longos. Os modelos que podem custar entre R$ 650 mil a R$ 1 milhão.

Uso de robôs e inteligência artificial

Coleta de dados sobre as plantas

Uso de robôs e inteligência artificial
Uso de robôs e inteligência artificial

Essas duas tecnologias estão integradas nos robôs mais modernos e prometem realizar tarefas antes feitas manualmente. Já existem robôs colhendo maçãs e morangos, controlando plantas daninhas e detectando índices hídricos do solo, além de obter informações sobre o ataque de pragas e doenças. O Terra Sentia, modelo mais simples adaptado da tecnologia desenvolvida pela NASA para estudar a superfície da lua e de marte, é capaz de coletar dados sobre as plantas, tais como sua sanidade e nível de estresse.

Processamento de dados: Big Data e Blockchain

Rastreamento e análise de dados dos produtos

Processamento de dados: big data e blockchain
Processamento de dados: big data e blockchain

De maneira muito simples, Big Data é o termo utilizado para o uso de uma grande massa de dados que são analisados por algoritmos que procuram padrões. Hoje temos softwares acoplados em colhedoras georreferenciadas que nos dizem quanto se produziu de uma determinada cultura em cada parte da lavoura, gerando os mapas de colheita. Unindo-se esta informação com milhares de outras, vindo dos mapas de pragas, doenças, fertilidade, indicadores hídricos do solo etc., pode-se entender qual o melhor manejo a ser adotado considerando-se todas estas variáveis que se correlacionam. Em outras palavras, poderemos mudar a maneira de olhar nossos sistemas agrícolas. Ao invés de os enxergar de maneira simplista e resumida, poderemos passar a visualizá-lo na sua complexidade plena.

Outra tecnologia revolucionária capaz processar grande volume de dados com segurança é o blockchain. Com essa tecnologia, por exemplo, poderá ser possível rastrear um produto em segundos, auxiliar nos processos logísticos e de distribuição sem a necessidade de tantos intermediários, além de melhorar os processos de compras online.

Há muito tempo imaginamos aquele futuro tecnológico com carros voadores e robôs, e a cada dia que passa, mais perto estamos de nos depararmos com ele. O mundo tecnológico é o mundo da transformação, cabe a nós decidirmos o que fazer com ele.

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