A fertilidade do solo é o principal componente produtivo que garante a segurança de investimentos agrícolas.

Para a maioria das culturas agrícolas, quanto mais é produzido mais é vendido. Sendo o grande desafio produzir mais, diferente do caso de diversos outros setores, onde o gargalo para o aumento da receita é encontrar novos mercados que absorvam uma produção maior.

A elevada demanda interna e externa torna a comercialização do produto garantida.

Somos privilegiados quando se trata de condições agronômicas e extensão territorial, portanto temos um potencial econômico privilegiado e este cenário de aspectos agronômicos e mercadológicos configuram a agricultura como uma atividade altamente atrativa para investidores.

As tecnologias e técnicas de cultivo são responsáveis por reduzir o custo de produção e aumentar a quantidade produzida por área, essenciais para que o empresário agrícola obtenha a maior taxa de retorno possível pelo seu investimento.

Nesta matéria apresentaremos detalhes sobre a operação de gessagem. Uma técnica de correção da fertilidade que tem como principal objetivo melhorar as condições agronômicas em camadas mais profundas do solo.

Mostraremos porque você pode confiar na Solum, para obter o potencial máximo da fertilidade do solo na sua área agrícola e como o manejo adequado da calagem pode trazer acúmulos de benefícios no decorrer do tempo em que ele é realizado.

O fator de produção que mais contribui para o sucesso de um investimento agrícola no Brasil é a fertilidade dos solos

Gessagem

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O Manejo Econômico da Adubação é uma técnica avançada que busca obter o máximo rendimento dos fatores: nutrição de plantas x manejo integrado de pragas x econômico.

Quando bem executada esta técnica atende as necessidades nutricionais dos cultivos com precisão, para que não haja consumo de luxo pelas plantas, que além de reduzir diretamente a margem de lucro, contribui para o ataque de pragas aos cultivos.

A prática da adubação mineral eficiente, racional e econômica exige uma abordagem ampla e dividida em diversas etapas. Inicia-se com a amostragem e a análise de solo, passa pelo Sistema de Plantio Direto e a integração lavoura-pecuária, é mantida com práticas corretivas, principalmente calagem e gessagem e termina com a utilização de fertilizante mineral.

O gesso possui cálcio e enxofre em sua composição. A sua ação em subsuperfície ocorre devido ao enxofre, um elemento químico que se liga a compostos químicos como o alumínio e em seguida é arrastado para baixo pela ação da gravidade na solução do solo, retirando o alumínio da região de desenvolvimento das raízes.

Reações químicas do gesso agrícola na correção solos

Gessagem

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As reações do gesso agrícola que ocorrem no subsolo, melhorando o ambiente radicular, são:

Dissociação do CaSO4 lixiviado em profundidade

Nesta etapa o gesso reage com a umidade do solo formando cálcio e enxofre nas formas em que eles participarão das próximas reações químicas.

Cerca de 50% do gesso agrícola dissocia-se nas formas de íons Ca++ e SO42 que participarão da troca iônica, funcionando respectivamente como cálcio e enxofre, enquanto a outra parte, o CaSO4, é imóvel no perfil do solo, contribuindo para os pares iônicos.

Troca iônica entre o Ca2 do gesso e o Al3 adsorvido à fração argilosa

Nesta etapa, o cálcio fornecido pelo gesso assume o lugar do alumínio nas partículas do solo com cargas negativas (fração coloidal do solo), aumentando a saturação por bases do solo e melhorado a capacidade de troca catiônica efetiva do solo.

Complexação do Al3 pelo SO4-2

Nesta etapa, o alumínio que foi retirado da fração coloidal do solo reage com o enxofre proporcionado pelo gesso e forma uma molécula pesada que precipita (afunda) pelo perfil do solo levando consigo o alumínio da subsuperfície, eliminando o alumínio toxico do perfil do solo.

O gesso agrícola apresenta maior mobilidade no perfil do solo em relação ao calcário, por apresentar solubilidade cerca de 150 vezes maior do que o carbonato de cálcio.

No SPD, o gesso agrícola atua como fonte de enxofre, cálcio e como condicionador de subsuperfície

Gessagem

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Em linhas gerais, o gesso agrícola promoverá aumentos nos teores de cálcio e de enxofre além de diminuir a saturação por alumínio em subsuperfície. Promovendo assim, maior desenvolvimento do sistema radicular, com consequente melhora na absorção de água e nutrientes.

Porém, existem outras consequências da sua reação no solo como o aumento da saturação por bases, aumento da capacidade de troca catiônica efetiva e melhoria em outros indicadores da fertilidade do solo.

A deficiência de enxofre ocorre é um problema generalizado nos solos do Brasil, devido ao baixo teor deste nutriente no material de origem de solos tropicais e ao aumento do uso de fertilizantes que não contem este nutriente em sua composição. Além disso, as operações de calagem e fosfatagem causam a lixiviação do enxofre.

Além disso, o próprio aumento da produtividade aumenta a exportação deste nutriente das áreas produtivas.

Portanto, o fornecimento deste nutriente é fundamental para o aumento da produtividade e a qualidade das culturas, visot que, o N e o S andam juntos na nutrição vegetal.

Recomendações de gesso como fonte de enxofre podem ser na faixa de 500 a 1000 kg/ha, que corresponde ao fornecimento de 75 a 150 kg de enxofre/ha, doses que permitem melhor qualidade de aplicação do produto, bem como efeito residual para cerca de duas a quatro safras, em função da cultura considerada.

A aplicação do gesso deve ser efetuada em área total, após a aplicação do calcário, não havendo, obrigatoriamente a necessidade de sua incorporação. Esse material apresenta efeito residual e, portanto, sua reaplicação deve ser feita em função de novas análises de amostras de solo.

Determinação da necessidade de calagem: a análise de solo

Gessagem

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A necessidade de aplicação do gesso é determinada pela análise de solo de amostragem nas profundidades de 20 a 40 cm e 40 a 60 cm para as culturas anuais e de 60 a 80 cm para as culturas perenes, sendo necessário, em função do método de recomendação, também a determinação do teor de argila.

Para diagnósticos da recomendação de enxofre para as plantas, devem ser utilizados os teores do componente no solo, sendo 15 mg.dm³ o nível crítico, correspondente a uma reserva de 30 kg/ ha de S em amostras de solo de 0–20 cm para áreas em expansão, e de 20–40 cm para solos já cultivados.

Haverá grande possibilidade de resposta ao gesso quando essas analises revelarem as seguintes características: Ca< 0,5 cmolc.dm-3 e/ou saturação por alumínio > 20% e/ou saturação por bases < 35.

Os principais critérios de recomendação de aplicação de gesso com a finalidade de melhoria de subsuperfície são os baseados na:

—  textura do solo (% de argila)

NG= 50 x argila (%) ou NG= 5,0 x argila (g.kg-1)
NG= necessidade de gesso (kg.ha-1)

Textura do Solo Dose de Gesso Agrícola
Arenosa (< 15% argila) 700
Média (16% a 35% argila) 1.200
Argilosa (36% a 60% argila) 2.200
Muito argilosa (> 60%argila) 3.200

 

Ou

— saturação por bases (V%) e da CTC:

CTC V(%) Dose de Gesso (t.ha-1)
<30 <10 2,0
12 20 1,5
20 35 1,0
30–60 <10 3,0
10 20 2,0
20 35 1,5
60–100 <10 3,5
10 20 3,0
20 35 2,5

 

Aqui na Solum, você encontra os resultados mais precisos nas análises físico/química de solos e também a análise da qualidade dos adubos a serem utilizados. Esses dados permitem o cálculo da adubação correta do algodoeiro, trazendo dois impactos diretos na lucratividade da safra: realização da prática de adubação econômica, em que a eficiência do investimento é máxima, e também evita os problemas causados pelo excesso de nutrientes, como veremos logo adiante.

A partir do conhecimento da quantidade de nutrientes presentes no solo e o quanto minha produção precisará, é possível fazer a determinação da adubação econômica, seguindo as diretrizes dos boletins de recomendação de adubação, calagem e gessagem.

Na Solum somos especialistas em análises agronômicas

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