Seja Especialista no Milho Segunda Safra Para Obter Rendimento Máximo

Confira principais itens dos sistemas de alta lucratividade

A valorização do milho no mercado tende a continuar em alta, o que torna a segunda safra altamente atrativa para esta cultura nas principais regiões produtoras de soja.

Embora o plantio da segunda safra esteja atrasado em muitas regiões do Sul e Centro-Oeste devido ao atraso do plantio da primeira safra e também pelo atraso das colheitas pelo excesso de chuva em diversas regiões do Sul e Centro-Oeste, as estimativas são de que a área plantada será maior do que na segunda safra de 2020 e a produção tem mercado garantido com ótimos preços.

O segundo cultivo do ano agrícola era chamado de safrinha pois o milho era plantado visando aproveitar algum rendimento extra proporcionado pelo preparo do solo para o cultivo da soja. Com o aumento da especialização dos cultivos e elevação da produtividade, o termo safrinha caiu em desuso há alguns anos. O termo atual é segunda safra e ela já responde por boa parte da renda da propriedade agrícola e a produtividade se iguala e em muitos casos ultrapassa a primeira safra.

A janela de cultivo é curta, cerca de 3 meses. Após o mês de maio as condições agronômicas ótimas são perdidas com a redução da incidência solar, queda nas temperaturas e riscos de geadas.

Mas ainda assim é possível atingir rendimentos extremamente satisfatórios com a segunda safra. A elevada demanda do milho para o consumo humano, para alimentação de rebanhos e produção de etanol aquecem o mercado e o empresário agrícola tem passado a investir em estrutura de produção para aproveitar ao máximo do período disponível para o cultivo.

Nesta matéria vamos apresentar os itens com maior impacto no sucesso da segunda safra de milho para orientar o empresário agrícola no aprimoramento do seu sistema produtivo.

Manejo especializado do cultivo de milho segunda safra

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A oportunidade de comercializar um grande volume de produção com a segunda safra leva à necessidade de adaptação dos cultivos pois condições de cultivo da primeira e segunda safra são distintas.

A radiação solar é de qualidade inferior, apesar de não ser tão impactante para o milho como é para a soja. Além disso, a partir do mês de maio, as temperaturas passam a diminuir, deixando o metabolismo das plantas mais lento em relação aos meses mais quentes. Durante o mês de maio ocorre o enchimento dos grãos do milho, sendo que 30 dias sob temperaturas baixas provocam um nível de perda importante.

Além da redução da produtividade pelo frio, a partir do mês de maio aumenta o risco de geadas em diversas regiões do país, variando em função da latitude e altitude.

Diante destas novas condições, é necessária a adaptação visando o desenvolvimento do sistema de cultivo, com o surgimento de tecnologias que possam tornar o negócio mais seguro e rentável.

Os avanços giram em torno da elaboração de um planejamento estratégicos, do aumento da agilidade nas operações, adaptação genética às condições ambientais e redução de custos, principalmente com a agricultura de precisão.

Os seguintes itens são os principais responsáveis pela garantia do sucesso econômico do milho segunda safra:

Planejamento Estratégico

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O empresário agrícola deve ter consciência de que apesar de altamente rentável, a janela de cultivo da segunda safra é curta. Portanto ter um cronograma detalhado de todas as atividades pré e pós semeadura são extremamente importantes.

A consulta aos boletins de previsões climáticas de fontes confiáveis como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) são cruciais para a elaboração do plano geral.

O planejamento detalhado deve ser feito conforme a coleta de dados climáticos a nível de região ou propriedade, sendo de extrema importância um fornecimento confiável de dados com este raio de cobertura.

É essencial buscar a redução do custo de produção. Portanto a compra de insumos deve ser estratégica, avaliando-se as condições disponíveis. Entre elas a compra antecipada, realizada quando a demanda pelos insumos é menor e o Barter, que se trata de uma modalidade de comercialização onde o produtor paga os insumos com uma cédula de credito representando parte da sua futura produção e o distribuidor repassa essas dividas para as traders.

Agilidade nas operações agrícolas

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O ideial é que logo atrás da colheitadeira da primeira safra já venha a semeadora fazendo o plantio de segunda. Considera-se isso como ideal pois uma estratégia de cultivo para altas produtividades é evitar o máximo possível a época de frio do final do período da segunda safra. É para atender esta estratégia que deve-se antecipar o máximo possível o início da primeira safra.

Porém não adianta se apressar para começar a semeadura caso o número de máquinas seja insuficiente para preencher a área em tempo hábil.

A operação de colheita da segunda safra segue o mesmo raciocínio. Ela deve ser ágil para evitar perdas na qualidade dos grãos e riscos de perdas por geadas e acamamentos.

Porém a aquisição de máquinas em excesso inviabilizaria a viabilidade de um sistema agrícola, tendo em vista o alto valor das maquinas agrícolas.

O número ideal de maquinas deve levar em conta as características ambientais da propriedade e também as demais atividades que necessitarão dos mesmos maquinários.

Adaptação genética às condições ambientais

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Esse item é atendido pelos comerciantes de sementes. É necessária a oferta de uma grande gama de sementes com diferentes genéticas para que o empresário agrícola possa selecionar as que entreguem os melhores desempenhos produtivos.

A cada ano são disponibilizados novos materiais genéticos, frutos de biotecnologia e outras técnicas de melhorias agronômicas, possibilitando o aumento das produtividades.

No geral deve-se optar por materiais genéticos que proporcionem um equilíbrio entre a velocidade da maturação dos grãos, máxima produtividade possível, tolerância a baixas temperaturas e estresse hídrico.

Redução de custos

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A adoção de um sistema de cultivo que proporcione redução em diversos itens torna o investimento mais seguro e mais rentável.

O Sistema de Plantio Direto aumenta constantemente a fertilidade dos solos devido a ação dos microrganismos na cobertura vegetal além de manter a textura ideal do solo, possibilitando a eliminação de etapas de preparo mecanizado, como aração e gradagem.

Áreas agrícolas de alto desempenho devem preconizar a adoção do Sistema de Plantio Direto e para isso, deve realizar analises físicas e químicas do solo para que seja iniciado o período de transição entre o sistema convencional e o SPD, chamado de Sistema de Cultivo Mínimo.

Além disso, o SPD possibilita reduzir custos com a adubação nitrogenada e outros nutrientes, pois a ação dos microrganismos na matéria orgânica os disponibiliza para as plantas. Este ganho pode ser medido com a análise nutricional do solo.

A adoção de práticas de Agricultura de Precisão soma elevados ganhos de produtividade. A subdivisão da área em talhões menores para amostragens em grade possibilita atender de modo mais detalhado as necessidades dos cultivos. É possível aplicar técnicas de agricultura de precisão que vão desde desde a semadura, adubação, aplicação de defensivos previsão e mensuração da produtividade em cada sub-área.

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