Na Solum possuímos equipamentos de ponta e especialistas em análises precisas de calcários, adubos, e de solo, garantindo dados precisos para planejamentos agrícolas que buscam resultados avançados.

O calcário torna os nutrientes acessíveis aos cultivos

Acidez do solo

No Brasil, o maior problema relacionado à característica química do solo é a acidez excessiva, presente em cerca de 70% dos solos cultivados. Assim, a prática da calagem, que consiste na aplicação de diferentes tipos de calcário no solo com o objetivo de corrigir a sua acidez, torna-se de vital importância no manejo da fertilidade do solo.

Na agricultura de alto desempenho, é fundamental que o empresário obtenha a análise da qualidade das opções de calcário disponíveis no mercado e também análises químicas e físicas do solo em um laboratório credenciado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com certificações de padrões de qualidade analítica.

Na Solum possuímos equipamentos de ponta e especialistas em análises precisas de calcários, adubos, e de solo, garantindo dados precisos para planejamentos agrícolas que buscam resultados avançados. É a partir destes resultados que o máximo potencial produtivo poderá ser atingido, configurando uma medida vital para negócios de alto valor agregado e claramente proporciona excelente relação benefício/custo. As análises laboratoriais fornecem dados para o início de uma longa cadeia de decisões técnicas com reflexos desde o curto até o longo prazo, já que refletem diretamente na melhora da fertilidade dos solos.

A fertilidade dos solos é diretamente impactada pelo seu nível de acidez. Em condições de acidez excessiva, mesmo que sejam aplicados nutrientes via adubação química, eles não serão disponibilizados adequadamente para as plantas, conforme mostrado na tabela 1.

Tabela 1- Estimativa da variação percentual na assimilação dos principais nutrientes pelas plantas em função do pH do Solo.

Estimativa da variação percentual na assimilação dos principais nutrientes pelas plantas em função do pH do Solo
Fonte: PNFCA (1974); EMBRAPA (1980)

O problema da acidez nos solos do Brasil pode ser corrigido com a aplicação de substâncias alcalinas que são capazes de neutralizar a acidez até um nível adequado em que se obtém a disponibilidade máxima dos nutrientes para as plantas e a eliminação do alumino tóxico no solo. Na grande maioria dos casos é adotado o calcário para realizar esta função. Porém como mostraremos no decorrer da matéria, existem diversas fontes de variação neste insumo e sua escolha determina o sucesso do investimento no longo prazo, podendo haver grandes perdas caso não seja feita a escolha adequada, baseada em parâmetros técnicos, principalmente para sistemas agrícolas de alto desempenho.

Além do ajuste do pH e disponibilização máxima dos nutrientes para a cultura, outros benefícios obtidos quando se aplica corretamente calcário nos solos é a disponibilização dos nutrientes cálcio e magnésio, aumento da capacidade de troca catiônica devido à remoção de íons indesejados da fração coloidal do solo e a obtenção de ambiente favorável à presença de alguns microrganismos benéficos às plantas.

Fatores para obtenção da eficiência máxima na operação da calagem

Sistemas agrícolas

homem em campo recolhendo amostras solo
homem em campo recolhendo amostras solo

Como vamos ver a diante, a operação de calagem para sistemas agrícolas de alto desempenho passa longe der ser algo intuitivo ou que possa ser realizado de modo genérico. A acidez no solo é na verdade o resultado de um grande equilíbrio estável de diferentes componentes que mantém um ciclo negativo de acidez causando toxicidade e toxicidade causando acidez.

Então para que se possa atingir um nível de fertilidade adequado para culturas exigentes, uma série de cuidados técnicos precisam ser tomados no planejamento da calagem, pois ela tem impacto direto a rentabilidade da atividade. Estamos preparados para auxiliar na tomada das decisões fornecendo dados fundamentais para essas decisões técnicas. Toda a série de decisões técnicas para o procedimento correto de calagem será mostrada ao longo da matéria.

Para ajudar a organizar as ideias, apresentamos um breve roteiro dos cuidados técnicos, que serão expostos em detalhes nas próximas linhas:

a) Definição da dose:

  • Análise química
  • Adoção do método de determinação da quantidade de calagem mais adequado
  • Atender as necessidades de pH e saturação por bases da cultura (Boletim 100)

b) Aplicação do corretivo:

  • Época de aplicação
  • Homogeneidade
  • Profundidade de incorporação

c) Características do corretivo:

  • Teor de MgO
  • Reatividade
  • PRNT: (PN – CaO e MgO) + RE (granulometria)
  • Efeito residual

Nos sistemas agrícolas de alto desempenho o calcário tem uma missão desafiadora

Nutrição das plantas por calcários

Nos sistemas agrícolas de alto desempenho o calcário tem uma missão desafiadora

Para compreender a importância de uma boa fonte de calcário na nutrição das plantas, precisamos ter uma boa noção do tamanho do problema que este insumo vai precisar resolver. Estamos falando de compreender toda a dinâmica da acidez dos solos, que se apresenta em 4 componentes: Acidez ativa, acidez potencial, acidez trocável e acidez não trocável. É importante salientar que existe uma relação de equilíbrio entre os componentes da acidez do solo.

Além destes conceitos, os parâmetros do solo: Capacidade de Troca Catiônica e Poder Tampão, impactam diretamente na escolha da qualidade do calcário agrícola e também estão intimamente relacionados com os componentes da acidez do solo.

Serão definidos um por um dos 4 componentes. Repare que dentro da definição de um componente é citado outros componentes. Isso ocorre pela interpendência de cada componente que gera uma dinâmica de equilíbrio. O objetivo da aplicação do calcário é consumir a acidez que mantém este equilíbrio.

Figura 1- Esquema da dinâmica de equilíbrio entre os 4 componentes da acidez dos solos: acidez ativa, acidez trocável, acidez não trocável e acidez potencial.
Esquema da dinâmica de equilíbrio entre os 4 componentes da acidez dos solos: acidez ativa, acidez trocável, acidez não trocável e acidez potencial
Acidez ativa:

É dada pela concentração de H+ livre na solução do solo sendo liberada pelas substâncias que compõe a acidez potencial. Este é o primeiro componente a sofrer ação de correção de pH quando se aplica calcário, sendo de fácil correção. Por exemplo: em 1 ha de solo com pH=4 com 25% de água, são necessários apenas 2,5 kg de Carbonato de cálcio (CaCO3) para neutralizar o H+ livre na solução.

Porém, conforme vai sendo neutralizado o H+ deste componente, vão sendo liberados novos H+ das substâncias que compõe a acidez potencial, provocando novamente o aumento do da acidez da solução do solo. A acidez ativa interfere diretamente na disponibilidade de nutrientes do solo.

Acidez trocável:

Refere-se ao alumínio adsorvido por forças eletrostáticas nas superfícies dos colóides do solo. O termo trocável é usado pois ele participa das trocas iônicas entre o solo e as raízes das plantas. A determinação deste componente da acidez é de grande importância nas análises, pois em valor excessivo, ele explica prejuízos no desenvolvimento adequado de diversas culturas devido ao efeito tóxico do alumínio no meristema apical das raízes, região responsável pelo crescimento radicular.

Outra importante implicação deste componente da acidez é que ele passa a ser responsável pela acidez excessiva de alguns solos, pois o alumínio provoca uma reação de hidrolise produzindo íons H+ ao ser deslocado dos coloides para a solução do solo.

Acidez não trocável:

Corresponde aos H + ionizáveis ligados covalentemente aos ácidos existentes no solo e que não são facilmente deslocados para a solução por outros cátions e, portanto, não são trocáveis.

Em um exemplo prático, quando o pH foi elevado até cerca de 6,0 ainda existe a acidez ativa e a não trocável, porém a acidez trocável, que quantifica a quantidade de alumínio trocável, já não existe mais, pois nesta faixa de pH todo o alumínio já foi precipitado na forma Al(OH)3.

Caso esteja sendo buscado um elevado desempenho agronômico, pode-se aplicar a quantidade necessária para continuar neutralizando a acidez não trocável para obter maior CTC efetiva do solo e o aumento da atividade de alguns microrganismos.

Acidez potencial ou acidez total:

A acidez potencial é caracterizada pela soma da acidez trocável (refere-se aos íons H+ e Al3+ que estão retidos na superfície dos coloides por forças eletrostáticas) com a acidez não trocável, que corresponde àquela acidez neutralizada até um determinado valor de pH. A acidez não trocável é representada pelo hidrogênio de ligação covalente, associado aos coloides com carga negativa variável e aos compostos de alumínio. A acidez potencial caracteriza o poder tampão de acidez do solo e sua estimativa acurada é fundamental para se estimar a capacidade de troca catiônica a pH 7,0 (CTC).

Calagem: Como saber a quantidade correta para um resultado avançado?

Métodos de cálculo da necessidade de calagem

Calagem: Como saber a quantidade correta para um resultado avançado?
Calagem: Como saber a quantidade correta para um resultado avançado

Agora que temos uma boa noção do sistema de acidez que o calcário vai enfrentar, podemos avançar em direção a recomendação da necessidade de calagem, ou seja, como vou saber com a precisão adequada o quanto de calcário precisa ser aplicado. Algumas etapas importantes ainda vêm pela frente.

A necessidade de calagem é definida caso a caso e é muito importante se atentar para o fato de que não existe uma recomendação genérica que pode beneficiar qualquer caso.

No Brasil, existem diferentes métodos de cálculo da necessidade de calagem, de acordo com a região:

  • Neutralização de alumínio: ES, GO, MG, PR e região do Cerrado;
  • Solução tampão SMP: RS e SC;
  • Saturação por bases: SP e PR.

Vamos mostrar exemplos de duas diferentes metodologias no final matéria.

No geral os cálculos de necessidade de calagem precisam levar em conta os seguintes fatores:

a) Faixa de pH ideal para a cultura

b) Saturação por bases atual

c) Saturação por bases exigida pela cultura

d) Capacidade de Troca Catiônica do Solo (CTC)

e) Poder Reativo de Neutralização Total (PRNT)

Nesta matéria vamos dar um foco especial no que diz respeito a importância de que seja determinada com precisão qualidade do calcário para resultados avançados em sistemas agrícolas de altas produtividades. Métodos analíticos para resultados precisos fazem parte do dia a dia na Solum!

Características dos materiais corretivos: A escola do melhor calcário

Critérios técnicos

Características dos materiais corretivos: A escola do melhor calcário
Características dos materiais corretivos: A escola do melhor calcário

A comercialização do calcário é feita com base no seu peso. Como existem variações no seu desempenho de acordo com alguns critérios técnicos, deve ser levado em conta essas características e fatores econômicos para se atingir desempenho máximo da aplicação e minimizar os custos.

A Solum Laboratório nasceu da necessidade de levar ao mercado nacional um novo conceito em análises agronômicas, com processos totalmente automatizados, alta tecnologia com equipamentos de ponta, seguindo os padrões internacionais de qualidade e certificação. Realizar a análise da qualidade na Solum é o primeiro passo para acertar na escolha do melhor calcário para otimizar os potencial de resultados econômicos da sua área produtiva desde o curto ao longo prazo.

Dentre os critérios técnicos estão a capacidade de neutralizar a acidez do solo (PN), a reatividade do material, que considera sua natureza geológica e sua granulometria e o conteúdo de nutrientes, principalmente de Mg, pois estes fatores variam muito dentre os diferentes materiais de origem.

Para se obter eficiências técnicas e econômicas máximas da operação de calagem, as seguintes características do calcário devem ser buscadas e para isso é fundamental procedimentos analíticos de ponta:

a) Poder de Neutralização (PN):

Determinada em laboratório por neutralização direta com acido clorídrico. Por lei, o valor mínimo de PN comercializável é de 67%. Isso significa que 100g do material analisado corresponde a 67g de CaCO O PN depende dos teores de CaO e MgO, podendo ocorrer materiais com PN maior do que 100%, como é o caso do calcário calcinado.

b) Eficiência relativa ou granulométrica do calcário ou reatividade (RE):

Diz respeito a característica física associada à granulometria do calcário e impacta diretamente na velocidade da sua reação no solo, ou seja, a velocidade com que ele neutraliza a acidez. Quanto menor a granulometria, maior é sua taxa de reatividade no tempo:

Tabela de fração granulométrica e reatividade de corretivos
c) PRNT:

O Poder Relativo de Neutralização Total utilizado nas formulas que nos fornecem a necessidade de calagem é calculado pela combinação do PN com a sua reatividade (ou granulometria) do material a ser utilizado. O PRNT considera o potencial de ação no calcário em um período de reação considerado rápido, entre 3 e 4 meses.

PRNT (%) = (PN x RE) / 100

Exemplo: PN (Determinado em laboratório) = 97%

RE = 80%

PRNT = (97 x 80)/ 100= 77,6

Os calcários são classificados de acordo com o PRNT, da seguinte forma:

Faixa A: 45 a 60%
Faixa B: 60 a 70%
Faixa C: 70 a 90%
Faixa D: > 90%

d) Teor de magnésio:

Um dos fatores limitantes de um solo ácido é, geralmente, o seu baixo teor de Ca e/ou Mg. Uma fonte de calcário que contenha Mg, além de neutralizar a acidez do solo, também fornecerá este nutriente. Ainda assim, nem sempre a melhor escolha é aquela fonte de calcário rico em magnésio, pois este micronutriente pode ser facilmente adicionado por outra fonte de adubação, principalmente considerando que muitas vezes o calcário com maior concentração de Mg tem seu custo mais elevado.

Classificação dos calcários de acordo com os teores de Mg0
e) Preço:

O calcário é comercializado de acordo com o peso, em toneladas, e a sua qualidade, definida pelo seu PRNT. A decisão de qual calcário adotar é uma decisão técnica e deve levar em conta várias alternativas de qualidade e de preço oferecidas no mercado, aliando fatores técnicos e econômicos. A decisão final deve considerar o preço por tonelada efetiva, sendo o mais econômico, aquele que apresentar menor custo por unidade PRNT:

Preço por tonelada efetiva = (preço / tonelada x100) / PRNT

A importância da qualidade da operação de calagem na obtenção de resultados máximos

Efeito dos corretivos

A importância da qualidade da operação de calagem na obtenção de resultados máximos

O efeito ótimo de um corretivo no solo depende da:

  • Umidade do solo: fator de extrema importância pois a ação do calcário ocorre na solução aquosa do solo. Para haver as reações de neutralização é troca, é necessário que haja umidade, pois, as reações químicas são basicamente hidrolises, dependentes da presença de água para iniciar e se manter.
  • Mistura adequada do corretivo no solo: Os principais fatores a se observar aqui são a homogeneidade na distribuição e qualidade da incorporação. A profundidade padrão é de 0-20 cm, mas são obtidas boas respostas com aplicações mais profundas, devido à exploração de um maior volume de solo pelo sistema radicular, proporcionando maior aproveitamento de nutrientes, resistência a veranicos (períodos com ausência de chuvas). Os implementos inchadas rotativas, arados subsoladores e cultivadores incorporam o material na camada superficial (2,5- 5,0 cm). Recomenda-se o uso de duas passadas de enxada rotativa para uma incorporação mais uniforme.
Mistura adequada do corretivo no solo
  • Época de realização da calagem: A reação de solubilização do calcário é lenta, exigindo tempo e maior contato entre partículas do solo e do corretivo. O tempo varia com as características do solo (matéria orgânica e textura), características do corretivo (PRNT), modo de aplicação e precipitação. O ideal é que a aplicação ocorra no final do período chuvoso, anterior ao plantio, ou no início da estação chuvosa, pouco antes do plantio.

Período de seca nos cerrados: maio a setembro
Época: 2-3 meses do plantio

  • Aspectos econômicos da calagem:Os retornos com a calagem são bastante elevados, no período de alguns anos, geralmente acima de 5 anos. No primeiro ano pode não ser tão elevado, mas é o suficiente para pagar os custos com a operação. Para a determinação de doses econômicas de calcário, deve-se levar em conta a diferença em relação aos fertilizantes em relação aos seguintes aspectos: o longo efeito residual do calcário em relação aos adubos, o valor do frete, já que se trata de um insumo de baixo custo e a qualidade expressa em PRNT que influencia na quantidade final a ser aplicada.Portanto, a dose de Máxima Eficiência Agronômica, por área cultivada, depende da magnitude de respostas das culturas à calagem, do efeito residual nos próximos anos, do preço do insumo e da qualidade (PRNT).Na Solum, temos estrutura analítica e especialistas de ponta para cuidar da qualidade da sua produção com excelência. Entre em contato com nossos consultores que irão apresentar nossas soluções analíticas estratégicas para sistemas agrícolas de alto rendimento e avance sob as suas atuais barreiras produtivas com confiança.

Exemplos de metodologias para determinação da necessidade de calcário:

Exemplo 1

Nos Estados de São Paulo e Paraná, a recomendação da calagem é dada segundo o método da elevação da saturação à 60%, pela seguinte fórmula:

NC = (V2-V1) x CTC/10 PRNT

Em que:
Vé a saturação de bases desejada. No caso da cana-de-açúcar é suficiente V2 =  60%.
V1 é a saturação de bases encontrada no solo.
CTC é a capacidade de troca de cátions obtida pela soma de Ca, Mg, K, Na, H + Al.

Observação: Recomenda-se que a necessidade de calagem determinada por este método seja corrigida com um acréscimo de 20%. Esse adicional se deve, sobretudo, à deriva da aplicação, à acidificação do solo pelo adubo e à decomposição do sistema radicular da cana-de-açúcar. No caso da incorporação do calcário atingir até 40 centímetros de profundidade, a quantidade de calcário será multiplicada por 1,5 – já que a fórmula acima considera a camada até 20 centímetros de profundidade.

Exemplo 2

Nos estados do Espirito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná e região do Cerrado é adotado o Método de neutralização do Al e suprimento de Ca + Mg

Neste método, a necessidade de calagem (NC) determina a quantidade a ser incorporada na camada do solo de 0-20 cm, pela fórmula:

NC (t/ha) = Y x Al + [X – (Ca+Mg) x f

O valor “Y” varia em função do teor de argila do solo, ou seja:

valor = 1 para solos arenosos, com menos de 15% de argila;

valor = 2 para solos com teor de argila entre 15 e 35%;

valor = 3 para solos com teor de argila maior que 35%.

O valor “X” é em função da cultura:

valor = 2 para a maioria das culturas;

valor = 1 para o cultivo de eucalipto

valor = 3 para cultura do café

Por exemplo: num solo com 65% de argila (650 g/kg), com 0,3 cmolc Ca/dm³, 0,1 cmolc Mg/dm³ e 1,3 cmolc Al/dm³, a necessidade de calagem, utilizando um calcário com PRNT=80%, seria:

NC (t/ha) = 3 x 1,3 + [2 – (0,3+0,1)] x f.

NC = 3,9 + [2 – 0,4] x f
NC = (3,9 + 1,6) x f

NC = 5,5 x f

Como o calcário tem 80% de PRNT, e as recomendações oficiais são para aplicação de um calcário com PRNT=100%, é necessário fazer a correção da quantidade, ou seja do valor “f”.

f = 100/80 ou f = 1,25

NC = 5,5 x 1,25

NC = 6,88 t/ha

Nos solos sob vegetação de Cerrados, utilizam-se as seguintes fórmulas conforme os teores de argila e da soma Ca+Mg:

A – Solos com argila maior que 20% e soma Ca + Mg menor que 2 cmolc/dm³

NC (t/ha) = Al x 2 + [2 – Ca + Mg) x f

B = Solos com argila maior que 20% e soma Ca  +Mg maior que 2 cmolc/dm³

NC (t/ha) = 2 x Al x f

No exemplo acima do nosso solo, em condições de cerrado, a alternativa seria “A”, pois ele tem mais de 20% de argila (65%) e a soma de Ca+Mg é menor que 2 cmolc/dm³ (0,4).

A quantidade de calcário (t/ha) para este solo seria:

NC = 2 x 1,3 + [2 – (0,3+0,1)] x 1,25

NC = 2,6 + [2 – (0,4)] x 1,25
NC = (2,6 + 1,6) x 1,25

NC = 5,25 t/ha

LEMBRE-SE: Para ter certeza da composição do calcário que está usando na sua terra, sempre envie para um laboratório analisar.

ENTRE EM CONTATO AGORA COM NOSSOS CONSULTORES E SOLICITE O SEU ORÇAMENTO.

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