A massiva adoção de biotecnologias no Brasil tem contribuído para nossos recordes consecutivos nos cultivos de algodão, soja e milho nos últimos anos. Para atender o potencial de materiais com genética avançada, toda uma cadeia de especialistas do agro é acionada!

Bom para nós, bom para o mundo!

Novas fronteiras agrícolas

homem fazendo análise tecnologica no laboratório
homem fazendo análise tecnologica no laboratório

O Agronegócio contribui com cerca de 1/3 do PIB do Brasil, se considerarmos todos os seus constituintes.  Além de atender a própria demanda, produzimos excedentes para alimentar outros milhões de pessoas em todo o mundo, graças às tecnologias de cultivo que permitem tanto aumentar drasticamente a produtividade, quanto driblar obstáculos que seriam intransponíveis sem elas.

Como veremos nas próximas linhas, a especialização por meio da biotecnologia tem aberto novas fronteiras agrícolas no pais e ela já entrou para a história do Brasil com importantes passagens, como o ressurgimento do cultivo do algodão no Brasil e sua migração do Sul, para regiões mais aptas do Brasil como o estado do Mato Grosso, entre outros.

O laboratório de análises da Solum é credenciado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e foi desenvolvido para estar na linha de frente da adaptação de áreas produtivas às elevadas exigências agronômicas dos novos materiais genéticos produzidos com técnicas de biotecnologia, que passam a ter seu desenvolvimento especializado para cada região produtora.

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) publicados em 2020, o Brasil é o segundo maior produtor de cultivos biotecnológicos no mundo, com um total de 107 materiais genéticos desta modalidade aprovados.

O Brasil é um dos líderes em exportação de soja, milho e algodão fruto da biotecnologia. A China é o principal importador destes produtos brasileiros, seguidos pela União Europeia. As exportações de milho são direcionadas principalmente para o Irã assim como Vietnã e outros países asiáticos.

Organismos construídos a partir de técnicas da biotecnologia, como a engenharia genética recebem a nomenclatura: evento. Deste total de 107 eventos, 60 são para a cultura do milho, 23 para algodão e 19 para soja, um para feijão, um para eucalipto e três cana-de-açúcar.

Durante a safra 2018/2019, a área total cultivada com milho, algodão e soja com biotecnologias é estimada em cerca de 51,8 milhões de hectares, com a taxa de adoção de 95,7% para soja, 89,8 % para algodão, 90,7 para milho primeira safra e 84,8% de milho segunda safra.

Ainda segundo dados do USDA Dentre os eventos aprovados para comercialização no Brasil, a tolerância à herbicidas lideram em quantidade representando 65% do total de área cultivada, seguido de resistência ao ataque de insetos com 19% e o “empiramidamento” de genes, que se trata da inserção de mais de uma característica de interesse, correspondendo 16% da área total cultivada.

Biotecnologia: Tecnologias de aprimoramento genético que reflete em cultivos altamente produtivos e sustentáveis

Biotecnologias agrícolas

Biotecnologia: Tecnologias de aprimoramento genético que reflete em cultivos altamente produtivos e sustentáveis
Biotecnologia: Tecnologias de aprimoramento genético que reflete em cultivos altamente produtivos e sustentáveis

Por milênios, seres humanos têm modificado os genes das plantas com o objetivo de desenvolver cultivos mais aptos a atender as necessidades alimentares, da utilização de fibras, abastecimento e produção de energia. O melhoramento convencional de plantas permanece com as características de ser aleatório e lento, limitado pela disponibilidade de características desejáveis em espécies de plantas geneticamente próximas às que se deseja melhorar.

Em contraste, as biotecnologias agrícolas empregam ferramentas modernas da engenharia genética para reduzir a incerteza e o tempo do aprimoramento genético e também para permitir a transferência de características desejáveis de plantas sem muita proximidade genética ao cultivo de interesse.

Os benefícios da utilização de biotecnologias são potenciais ganhos no aumento da produção e redução do preço dos alimentos para consumidores. Esses benefícios são alcançados com a adoção de técnicas de cultivo que diminuem o uso de defensivos químicos e operações que prejudicam o solo.

Conhecer as características do solo é essencial para a escolha do material genético mais apto à determinada região. Com técnicas e equipamentos de analises avançadas e profissionais especialistas, estamos prontos para fornecer dados estratégicos para o manejo da fertilidade dos solos e máximo rendimento econômico dos cultivos: determinações da quantidade de nutrientes, acidez e composição estrutura dos solos, além de determinar parâmetros qualitativos de insumos como adubos e calcários.

Monitoramento das atividades e testes de biossegurança

Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio)

Monitoramento das atividades e testes de biossegurança
Monitoramento das atividades e testes de biossegurança

As obrigações da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) são, entre outras:

– Conduzir atividades de avaliação de risco, caso-a-caso, de atividades e projetos relacionados à biotecnologia de cultivos e seus bioprodutos para a autorização de pesquisas

– Identificar atividades relacionadas a esses materiais que possam causar degradação ambiental ou colocar em risco a saúde humana.

As decisões da CTNBio estão vinculadas à outras agências brasileiras quanto aos aspectos da biossegurança das culturas geneticamente modificadas e seus subprodutos.

Desde 2018, a legislação estabelecida pelo Conselho Técnico Nacional de Biossegurança, fornece requisitos técnicos para o envio de solicitações sobre Técnicas Inovadoras de Melhorias do Aprimoramento Genético de Precisão.

A legislação Brasileira possui tolerância zero ao uso de eventos geneticamente modificados sem autorização legal.

Biotecnologias são estratégicas para garantirmos o desenvolvimento econômico no longo prazo

Biotecnologia no Brasil

A biotecnologia é uma prioridade do Brasil, e tem sido reconhecida pelo seu potencial em produzir desenvolvimento sustentável. Programas governamentais ambiciosos para Ciência e Tecnologia que incluem estratégias para desenvolver biotecnologia moderna foram iniciados em 2008, dando continuidade a três décadas de investimentos públicos na construção de autonomia no desenvolvimento de tecnologias aplicadas à saúde, agricultura e meio ambiente.

A disponibilidade de credito subsidiado para agricultores, investimentos estrangeiros de grandes companhias de biotecnologia e uma sofisticada estrutura legal para aprovar materiais biotecnológicos tem garantido a grande adoção destes cultivos no Brasil.

A Biotecnologia e Algodão no Brasil: Das ruínas à liderança absoluta na produtividade mundial em “segundos”

Grandes cultivos

A Biotecnologia e Algodão no Brasil: Das ruínas à liderança absoluta na produtividade mundial em “segundos”
A Biotecnologia e Algodão no Brasil: Das ruínas à liderança absoluta na produtividade mundial em “segundos”

Todos os grandes cultivos do Brasil apresentam elevadíssimo desempenho devido ao uso de biotecnologias. Mas um caso em especial é muito chamativo e merece uma atenção especial quando falamos em biotecnologia: o cultivo de algodão no Brasil.

Acompanhe essa história que poderia muito bem ser um filme: uma “tragédia”, um poderoso vilão e alguns heróis!

O algodão é um cultivo de alta importância econômica na agricultura mundial e uma das comodities mais negociadas, com cerca de 1/3 da produção global se movendo nos canais de exportações. A China, Índia, Estados Unidos, Paquistão e Brasil são os maiores produtores de algodão.

Segundo dados publicados pelo USDA neste mês de outubro o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de produtores de algodão. Na safra 2019/20 produzimos 2,918 milhões de toneladas de algodão em pluma, ficando atrás da líder índia (6,423), China (5,933) e Estados Unidos (3,715).

Porém no ranking de produtividade média (quantidade produzida por área plantada) dos 4 principais produtores de algodão na safra 2010/20 o Brasil está na liderança com 1,726 t/ha, seguido da China (1,720 t/ha), EUA (922 t/ha) e Índia (483 t/ha). A produtividade média mundial de algodão é de 759 t/ha.

As fibras e o linter, que é a penugem que fica presa à semente do algodão após seu beneficiamento, são usados em muitos produtos têxteis. O óleo da semente é usado para fins culinários e cosméticos. O resíduo da extração de óleo, conhecido como torta de algodão, é uma rica fonte de proteína para rebanhos bovinos.

No período entre o século 19 até os anos 90, o Brasil foi um importante exportador de algodão e frequentemente a principal fonte para as demandas mundiais de algodão.

Porém em meados nos anos 80, os cultivadores de algodão encararam uma das principais crises que afetou de modo muito severo o agronegócio nacional: a) Uma profunda instabilidade econômica; b) Escassez de crédito rural e c) a aparição do nosso vilão: o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis Bohm.) nos campos de cultivo do algodão.

O bicudo-do-algodoeiro é um pequeno besouro (3-4 mm) que ataca os botões florais e as “maçãs” do algodoeiro, que são os ovários florais já desenvolvidos onde estão sendo produzidas as fibras. Seu ataque serve tanto para se alimentar do pólen ou da calda açucarada das maçãs, quanto para deixar seus ovos. Possui elevadíssima capacidade de dispersão e controle dificultado por diversos fatores, entre eles o comportamento de ficar protegido dentro do botão floral.

O bicudo-do-algodoeiro é um pequeno besouro (3-4 mm) que ataca os botões florais e as “maçãs” do algodoeiro

Além disso, a redução em importantes tarifas afetou drasticamente a competitividade da fribra brasileira no mercado internacional.

Sem ignorar a importância dos problemas econômicos, este pequeno besouro representou uma das pragas mais danosas que já ocorreram em toda a área brasileira de cultivo do algodão.

De modo surpreendente, apenas 4 meses após a detecção do bicudo-do-algodoeiro na região sul do estado de São Paulo, sua presença também foi constatada nos estados da Paraíba e Pernambuco.

Estas dificuldades resultaram na queda substancial da produção de algodão, principalmente devido a limitações na tecnologia disponível para controlar este inseto. De acordo com especialistas cerca de 12 a 15 aplicações eram necessárias para alcançar um nível satisfatório de controle, e o preço da fibra tornava tais investimentos inviáveis.

A crise e a pressão causada pela competitividade, moveu diversos cultivadores de algodão da região Sul/ Sudoeste para as regiões do cerrado brasileiro no Centro-Oeste, especialmente para o estado do Mato Grosso, onde a topografia, e as características edafoclimáticas são adequadas para operações mecanizadas e cultivo em larga escala. Além disso, muitos agricultores passaram a entender o algodão como como uma alternativa interessante para a rotação do cultivo de soja, amplamente adotado na região.

Esperançosos em novas perspectivas para o mercado do algodão, estes cultivadores investiram de modo pesado em novas tecnologias (genética e maquinários), que posteriormente contribuíram para a ressurgência da produção e a indústria têxtil recebeu créditos especiais por parte do governo para comprar a produção nacional de algodão além de taxas facilitadas, termos e preços.

Estas medidas proporcionaram impactos positivos e então, desde 2000, a produção de algodão foi totalmente estabelecida no Centro-Oeste (nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e nos últimos 8 anos no Nordeste (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

O bicudo-do-algodoeiro permanece sendo um grande problema ao cultivo do algodão, e é responsável por perdas que excedem US$200,00, que representa mais de 10% do custo total de produção, porém técnicas modernas de manejo permitem reduzir significativamente essas perdas.

Embora as técnicas convencionais de melhoramento genético clássico tenham permitido o desenvolvimento de cultivares robustas, com grande adaptação ambiental em alta produtividade, a adoção de cultivares geneticamente modificados com técnicas da biotecnologia contribuem de modo pesado ao cultivo do algodão, devido principalmente a expressiva redução de custos.

Potencial produtivo elevado exige condições de solo perfeitas para o máximo retorno econômico

Solos brasileiros

Potencial produtivo elevado exige condições de solo perfeitas para o máximo retorno econômico
Potencial produtivo elevado exige condições de solo perfeitas para o máximo retorno econômico

Os solos do cerrado brasileiro, a principal região apta a produção de algodão, possuem em geral características de elevada acidez e elevada concentração de alumínio, que trazem como efeito colateral a baixa disponibilidade de nutrientes para os cultivos.

Porém essas características estão longe de ser um problema para agricultores profissionais, já que com o devido manejo, os resultados corretivos são acumulativos no longo prazo representando um baixo investimento tendo em vista a produtividade que passa a ser obtida.

Materiais modificados geneticamente apresentam produtividades elevadíssimas, sendo fundamental proporcionar condições adequadas de cultivo para se obter resultados agronômicos avançados e o máximo de lucratividade. Essas condições são: o nível de acidez ideal para se obter a disponibilidade máxima dos nutrientes para as plantas, níveis de alumínio inofensivos às raízes das plantas e quantidade de nutrientes adequados para o desenvolvimento dos cultivos. Na Solum você obterá dados precisos e seguros para realizar um planejamento de ponta e obter máximos resultados econômicos.

Na Solum somos especialistas em análises agronômicas

Fale agora mesmo com nossos consultores.

Consultoria on-line

Leave a Reply